quarta-feira, 13 de maio de 2009

F1 - GP Espanha 2009

Três Paradas eram melhor que duas

Na volta 18 Button para nos boxes (1/2);
Na volta 19 Barrichello para nos boxes (1/3);
Na volta 31 Barrichello para nos boxes (2/3);
Na volta 48 Button para nos boxes (2/2);
Na volta 50 Barrichello para nos boxes (2/3);

1-Button parou antes de Barrichello, logo, Barrichello teve 1 volta a mais para aumentar a diferença;
2-Barrichello passou 6,7s nos boxes, Button 9,1s, mais 2,4s para Barrichello;
3-Barrichello teria da volta 19 a 31 (segundo trecho) para abrir muita vantagem de Button, já que antes disso, mesmo estando em primeiro, o brasileiro estava mais pesado;
4-O terceiro trecho, ao contrário do que muitos dizem, não foi fraco para Barrichello, afinal, Button pararia na volta 48 enquanto Barrichello na 50, isso significa que o brasileiro estava mais pesado que o inglês, poderia aumentar a diferença apenas nas duas voltas que teria a mais, e não antes disso, afinal Button estava mais leve neste momento;
5-A distância que era de 8,4s passou a ser 12,1 nesse trecho;
6-Depois das duas paradas a distância caiu para 7,1, ou seja, em duas voltas Rubens tirou 5s;
7-Barrichello foi chamado para o box duas voltas antes do previsto, coisa que não fez sentido para mim, já que ficaria "preso" em retardatários, bandeira azul serve pra que?;
8-Depois disso ambos estavam "levando as crianças para casa". Barrichello teria que voltar na frente antes disso.

Resultado:

Trecho 1: Button mais leve que Barrichello, como o brasileiro ficou na frente na largada, o inglês não poderia aumentar a distância;

Trecho 2: Barrichello deveria aumentar a distância aqui, já que Button estava incrivelmente pesado e Barrichello muito leve;

Trecho 3: Barrichello para e fica com 2 voltas de combustível a mais que Button, logo, também não poderia reduzir a distância neste trecho, a não ser nas duas voltas finais, coisa que aconteceu, reduziu 5s;

Trecho 4: Quem estiver na frente neste trecho é quem teve a melhor estratégia.

Conclusão:

No trecho 1 e 3 Barrichello estava mais pesado que Button, mesmo que pouco, e não poderia diminuir a diferença, coisa que ainda fez: 1,1s no primeiro trecho e 1,3s no terceiro; O trecho 4 não é considerado na estratégia, já que eles não disputariam na pista e estariam com o mesmo peso e pneu, logo, resta apenas o segundo trecho. Barrichello conseguiu uma diferença que parecia boa, porém, não foi suficiente no final. O que fica claro é que muitas pessoas comentam sobre os outros setores como se Rubens tivesse sido lento. Se ele foi lento, foi no segundo trecho, já que Button estava muito pesado e Barrichello muito leve. Outro detalhe importante é que Barrichello foi levado ao box duas voltas antes do que deveria na última parada (supostamente porque pegaria tráfego), ou seja, se ele tirou 5s em 2 voltas, poderia ele tirar 10s em mais 2? Provavelmente, mas, dependeria dos retardatários também, apesar de que, todos receberiam bandeira azul e nunca o prejuízo por volta seria maios que 2,5s. No final, se tirasse os 10s, ainda restariam mais 2s para que voltasse na frente. Percebem que a margem de erro do simulador parece ser pequena? Então vamos ver até os mínimos detalhes. Barrichello está com um problema nos freios traseiros que estão esquentando quando usados junto com aquelas calotas que aumentam a aerodinâmica. Consequentemente, não está usando as calotas, diferentemente de Button. A diferença parece ser pequena, cerca de meio décimo, ou seja, 0,050s. Mas, e em 66 voltas? Os 0,050s se transformam em 3,3s. É impressão minha ou os 3,3s são maiores que os 2s restantes? Pois é, talvez o simulador da Brawn não esteja calibrado para essa diferença entre os carros, e claro, não consideraram as duas voltas a menos do Barrichello antes do último pit. Não acredito que o Rubens errou. Quem errou? Aparentemente quem ignorou esses detalhes no simulador, lá o Rubens seria o vencedor.

OBS.: O Barrichello não ficou satisfeito com a derrota, claro. Porém, acredito que o pior de tudo foi a falta de transparência em relação a equipe Brawn e o Team de Rubens. Se a equipe é transparente para passar o setup de um para o outro, então sejamos justos e abertos em relação a estratégia. Se não for assim, acaba com tudo de uma vez. Nada de ceder setups nem estratégias. O campeonado para Rubens é primeiramente contra o Button, e agora mais do que antes, já que ele lidera o campeonato. Nesse caso, para Rubens, seria melhor usar a mesma estratégia de Button, já que ficaria na sua frente obrigatoriamente, seja 3 paradas ou 2.

Informações da análise:
Inforace: http://esporte.ig.com.br/grandepremio/inforace/
Blog do Téo José: http://teojose.zip.net/

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Memória Seletiva

Engraçado como alguns lugares podem se tornar um ambiente diferente de outros, mesmo quando, no final de tudo, são a mesma coisa. Lembro-me que durante a infância, sempre ia ao mesmo supermercado, acompanhando minha mãe. Foi lá que comprei meu primeiro vídeo-game (e o segundo e o terceiro). Comprei carrinhos, bonecos violentos, bolas de tênis, volei e futebol, entre outras muitas coisas, como jogos de computador.

Inicialmente, fiquei pensando o que tinha de tão bom naquele supermercado, o que tinha de diferente que fazia me sentir bem dentro dele. Era diferente dos outros, por mais que as coisas fossem parecidas.

São apenas as lembranças, os momentos criados a partir daquilo. Adorei o assunto porque gosto de psicologia, acho muito interessante como a mente pode associar algo assim, principalmente quando, em tese, nossa mente é tão inteligente para saber que os supermercados são iguais. Parece até um sentimento criado pelo nosso corpo, como se fosse um instinto.

Mas, sabe de uma coisa? É bom que coisas assim existam, afinal, o que seria das coisas sem um pequeno valor sentimental? O pior de tudo é que quanto mais humano a pessoa fica, menos inteligente ela parece ser...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Medalhas pra chinês ver...

Com inspiração totalmente retirada da, já roubada idéia de Fernanda, gostaria de fazer alguns comentários sobre a situação dos atletas, tanto brasileiros como em outros países, sob a minha visão, obvio.

Acho que vocês já conhecem aquele filme em que Michael Jordan atuou junto a uma série de personagens animados, Space Jam. Logo no início do filme, Jordan, ainda pequeno, está jogando basquete em sua casa quando seu pai se aproxima e Jordan, após um tempo de conversa, pergunta: "Será que eu vou conseguir jogar em uma universidade?!". Isso mostra a diferença cultural de um país ultra campeão esportivo como os Estados Unidos e o nosso Brasil.

A cultura esportiva cria profissionais, pessoas que possuem em sua formação, além de uma excelente educação, uma dedicação a treinamentos técnicos e físicos impressionante. Eles fazem com que pessoas tidas como normais decidam ser esportistas e, como em qualquer profissão, trabalham ao máximo para serem bons naquilo que escolheram como carreira. Nosso Brasil, nem de longe pensa nessa forma de "criar" profissionais, vive apenas de mitos que nascem e, muitas vezes, morrem sozinhos. A maioria, são pessoas que não possuem condição de seguir uma carreira e passam a se dedicar ao esporte, por ter um dom, se destaca.

Alguém acha que a incrível quantidade de medalhas da China nestas olimpíadas é fruto de grandes esportistas como Maurren Maggi, César Cielo, Marta, Gustavo Borges, Fernando Scherer, Ricardo Prado, Hortência, Oscar ou Aurélio Miguel? A China se preparou como nunca, faziam 2 anos que a maioria de seus atletas não pisavam em casa. Mas, ainda acho que poucos deles eram mitos. O que existiam eram destaques, pessoas diferenciadas, não mitos. O Brasil encontraria vários destaques esportivos se mudasse sua filosofia, mas, por enquanto, estamos a espera de mais um gênio.

O futebol (masculino), por ter a fama de ser o melhor do mundo, já segue um caminho ligeiramente diferente. Jogadores brasileiros tem destaque no mundo futebolístico, por isso a sua venda para times europeus é rápida, mas, isso ainda continua sendo um erro. Nenhum jogador precisa passar por uma formação.

O ideal, era fazer (inicialmente com o futebol) o que os Estados Unidos fazem no basquete e em muitos outros esportes. Fazer com que universidades tenham times semi-profissionais, que existam ligas e torneios bem vistos, com públicos, afinal, o que seria vencer um torneio entre universidades sem nenhum apoio?

Agora sobre as medalhas dos atletas brasileiros... será que valem alguma coisa? Ou eles serão apedrejados quando, na próxima olimpíada, conseguirem a prata? Sempre vão existir os inconformados, torcer é difícil, sempre queremos ganhar, mas nunca como os esportistas que estão lá, os poucos atletas que nosso país não conseguiu criar, eles cresceram com seu próprio suor e dedicação. Apesar disso, uma medalha de prata pode valer muito mais que uma medalha de ouro sem esforço, e olhe que ela pode existir... alguém acha que o título da Copa América do Futebol Masculino vale mais que o prata das meninas nas olimpíadas?

PS.: Infelizmente, tenho que tocar no assunto do futebol masculino novamente. Nenhum time entra em campo querendo perder, porém, entrar em campo derrotado nem de longe foi uma qualidade. O futebol masculino "sofre" com o excesso de talento, em que os gênios acham que vão vencer apenas com o que "nasceram sabendo".

Bernardinho escreveu um livro chamado 'Transformando Suor em Ouro'... alguém tem dúvidas de que o suor enaltece o talento? Algumas vezes, gotas de suor podem, inclusive, vencer um dom.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Respeito Olímpico

Os tempos de olimpíadas são aqueles em que muito se ganha com o esporte. As disputas políticas são colocadas de lado para que o mundo veja quem é o melhor de cada modalidade. Não que os problemas políticos acabem durante esse tempo, as vezes até aumentam, já que estamos muito ocupados vendo algo mais interessante na tv ou internet. Mas, o ponto em que quero chegar é até onde existe respeito dentro das disputas, neste caso, nos jogos olímpicos.

Hoje, no futebol, o Brasil jogou contra a China, os donos da casa, e venceu por 3 a 0, placar aparentemente fácil. Mas, durante o jogo, especialmente no primeiro tempo, a seleção mostrou uma total vontade de não jogar. Tudo bem, o time já estava classificado e poderia até mesmo perder, ainda assim seria primeiro lugar no grupo. Entretanto, após o 1 x 0, o que se viu foi uma torcida chinesa tentando aproveitar um jogo que o Brasil fazia questão de não jogar. Chegou a ser falta de respeito com o público, torcedor e principalmente com a equipe chinesa, que apesar da pouca técnica, mostrou uma vontade que chega a fazer o torcedor esquecer que, no final de tudo, eles foram para prestigiar o futebol brasileiro, suposto melhor do mundo. Não estou querendo show, apenas que se respeite o adversário e se jogue como se o outro time fosse a Argentina, aparentemente time que o Brasil demonstra mais respeito em campo.

Na maioria dos esportes não somos favoritos, tirando quem sabe o Volei de quadra e de areia. Sempre assistimos ao destaque e a luta de "nossos" atletas fazendo de tudo para conseguir passar para uma próxima fase, chegar as finais, conseguir uma medalha ou até ser campeão olimpico. No futebol, temos um time que nunca foi campeão, apesar de, mais uma vez supostamente, ser o melhor time do mundo. Cabe a cada jogador respeitar os outros atletas, entrar com seriedade em cada jogo, esteja ganho ou não.

Afinal, estamos lidando com profissionais do esporte, que saem de seus ambientes normais de trabalho e vão até o outro lado do mundo para defender suas cores e bandeiras.

Respeito é fazer a disputa ser bonita, leal e acima de tudo, autêntica.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Competir

Engraçado como a competição pode transformar as pessoas, os momentos, a intensidade das coisas, emoções, criam-se heróis, vítimas, mocinhos e vilões. Não posso deixar de dizer que este post foi feito depois da despedida de Guga em Roland Garros. Paris, palco de sua despedida, parecia um coliseu onde o ídolo daquelas terras se apresentava pela última vez.

Complicado ver uma pessoa, onde mais gosta, ser obrigado a ir embora, não porque quer, ou porque querem, mas por não ter mais condições (físicas) de continuar a atuar. Guga venceu Roland Garros três vezes, sendo a primeira em 97, um total desconhecido, se tornando o primeiro não cabeça de chave a vencer o torneio, inclusive batendo os vencedores dos 4 anos anteriores. No ano seguinte, a derrota logo no início do torneio, seria ele jogador de um ano só? Não. Voltou bem em 99 e foi campeão novamente em 2000 e 2001 (quando já sentia dores no quadril). O ano do bicampeonato foi também o ano de maior sucesso dele, que venceu no final do ano a Masters Cup, torneio que contava apenas com os 10 melhores tenistas do ano, vencendo lendas do tênis como Agassi e Sampras, se tornando número 1 do mundo, posição que manteve por 43 semanas e só não se prolongou por realizar a primeira das 2 cirurgias no quadril. Em 2004 fez outra grande aparição vencendo Roger Federer, que disputa com Sampras em números, quem é o melhor da história.

Colocando os dados de lado, temos, além de um excepcional tenista, uma grande pessoa. Que mostra a verdadeira face do verbo Competir. Não é vencer por vencer, não é perder por perder, mas a competição, a realização de olhar para aquele jogo, aquela disputa e ver que valeu a pena. Guga apaixonou o mundo, começando pela França e não pelo Brasil. Afinal, foi lá que, antes de vencer em 97, já vinha como tenista favorito pela torcida. Agora em 2008, em sua última partida, mostrou que mesmo sem condições físicas para vencer, fez de tudo. Como ele mesmo disse: "Sinto dores a todo o momento, até quando sento na cadeira entre um set e outro". Mas em nenhum momento deixou de tentar dar a sua esquerda na paralela (conseguindo em algumas boas vezes). RG deu para Guga um trofeu de despedida, uma parte da quadra central, para que ele tenha um pedaço do que o fez (e a nós) feliz(es) por tanto tempo. Boa retribuição para o torneio que tem uma parte de Guga para sempre nas paredes na quadra central, em três lugares.

É bom para que as pessoas aprendam o que é competir. Vencer o cara que está do lado (ou do outro lado do mundo - disputas pela internet existem, ora!) não é tudo, principalmente para nós, que usamos a competição como uma diversão. A sensação de um boa disputa fica, mesmo depois de uma derrota. Pessoas perfeccionistas? Sou uma delas. E mesmo assim, vencer não faz uma pessoa perfeccionista feliz, mas sim se sentir satisfeito depois um trabalho bem feito (mesmo antes de saber o resultado final - e até mesmo depois).



Fica aqui a minha singela homenagem a um de meus ídolos.


quarta-feira, 16 de abril de 2008

Forever Young

 Emmerson Nogueira - Forever Young


Não é interessante como o tempo passa rápido sem que a gente perceba? Um dia estamos subindo sozinhos num ônibus pela primeira vez indo para aquela primeira aula do curso de inglês ou naquele novo colégio. Outro dia aprendemos algebra e achamos que somos doutores sem precisar de maiores trabalhos. Temos aquela paquerinha de sala de aula, ou de fora, de uma outra sala, de um outro colégio, de uma outra cidade, enfim. Temos que escolher uma profissão, ou até mesmo fazer uma prova de vestibular sem saber a que profissão estamos indo. Outro dia estamos recebendo trote, ou trotes, fazendo provas e não fazendo nada, aprendendo com os erros dos outros e principalmente com os nossos, sempre. Depois colamos grau, recebemos o diploma e percebemos que aquele pedaço de papel só serve como pre-requisito. Como diria a música... Forever Young, I wanna be forever young... Mas será? Na minha humilde opinião, viver é ter coisas novas, aprender coisas novas, conhecer pessoas novas e ter lembranças antigas, manter pessoas antigas. Pessoas vão e vêm, se aproximam, se distanciam, mas as recordações sempre estarão com ambas, e na maioria das vezes, ambas lembrarão dessas recordações com muita felicidade.

Como diria este que os escreve: Viva intensamente todos os momentos, pois em breve, já serã outros!

segunda-feira, 17 de março de 2008

A idade da música

Sabe quando saímos para um restaurante ou barzinho e, sem estar esperando, escutamos uma música "das antigas" e ficamos tentando descobrir, de toda forma, qual é? Perguntar a namorada, amigos ou até escutar um pedaço da letra e anotar no celular para depois buscar no google? Estava pensando este final de semana e percebi que nossa geração (isso me parece um atestado de velhice) pode ser uma das últimas que terá esses momentos relacionados à música.

Lembro-me de quando a internet era distante, músicas eram peças de desejo de muita gente que gastavam fortunas em CDs e até mesmo discos de vinil (não que isso deixe de acontecer, mas diminuiu consideravelmente). A rádio tinha uma importância ainda maior e cada música significava uma época. Vantagens e desvantagens de um tempo de menor globalização e liberdade (forma bonita de dizer: menos pirataria).

Claro que, não estou reclamando de termos "a nossa disposição" uma infinidade de músicas e escutar a "tão desejada" música a qualquer momento. Mas é sempre interessante quando escutamos uma música que fazia tempo que não escutavamos.

Por outro lado, é provável que a música deixe de ter idade, com a já atual qualidade de gravação, as músicas não terão mais aquela "cara de música antiga", afinal, o crescimento da qualidade que teremos só será percebido em Dolby Surrounds com 35 caixas de som.

Vamos ter pessoas escutando “nossas” músicas atuais e sem perceber se são novas ou antigas. Pessoas que ficam imortalizadas pela música vão passar a ser vistas como novas por gerações que não a conheceram viva.

Vantagens e Desvantagens da “modernidade”.

INSPIRAÇÃO DO POST: Ao escutar uma música, o meu querido irmão da década de 90 perguntou se a música era nova... Claro que era. Afinal, o que são 15 anos? Quase a idade dele...